quarta-feira, novembro 29, 2006

Sem Nome III

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Esquece a noite e faz-te ao mar,
se o medo te vence então estás
pronto para pegar em ti e sair,
fugir como se o hoje estivesse a acabar.
Amanhã secalhar pode não chegar a acontecer.
Que brava ondulação mas mergulha
esse medo que cresce no medo
de te desmaterializar a paixão.
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Boneco esquecido pousado na prateleira e
era o teu preferido, aposto, está com cara disso:
vive sujo, são os restos de entulho que tinhas
nas mãos quando ainda era o teu boneco de brincar preferido.
Ainda mal que crescemos, perdemos a infância
dentro da nossa cabeça, «aquele boneco fazia parte de ti».
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Lembra-te do primeiro contacto que tiveste com o chão
sem usar os pés que te guiam ao longo do percurso.
Também caí quando aprendi a andar de bicicleta.
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Estrofes sem ligação, não vou perder tempo em
criar pombos correio entre elas.
Não me apetece pensar.
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HUGO SOUSA

2 comentários:

Hugo Sousa disse...

É verdade, não sejam assim tão preversos ao ponto de pensar que o brinquedo era um dildo ou uma boneca insuflavel (dependendo do sexo), ok?

O Divagador disse...

llllolllll o comentario está ainda mais forte que o post.

agora já posso comentar, sao horas decentes e ninguém leva a mal....

vai um copinho?